José
de Matos-Cruz | 08 Setembro 2014 | Edição Kafre | Ano XI – Semanal –
Fundado em 2004
15SET1894-1979
- Jean Renoir: Cineasta, encenador, actor e escritor francês - «Um
cineasta faz, apenas, um filme durante toda a sua vida… Depois,
redu-lo a pedaços e volta a realizá-lo, uma e outra vez».
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Abel
Manta: curso de pintura pela Escola de Belas-Artes de Lisboa. Parte
para Paris em 1919 onde, em 1922, frequenta o Curso de gravura da
Casa Schumberger. Regressa a Portugal em 1925, leccionando no Ensino
Secundário. Casa-se em 1927 com a pintora Clementina Carneiro de
Moura, de quem tem o único filho, João Abel, que lhe daria a única
neta, Isabel Manta.
Foi
na Alemanha, particularmente aqui em Berlim, que os nossos soldados
realmente começaram a perguntar-se por que nos atacaram os alemães
tão repentinamente. Por que precisavam os alemães dessa guerra
terrível e injusta? Milhões dos nossos homens viram agora as ricas
propriedades do leste da Prússia, agricultura altamente organizada,
as coberturas de cimento para os animais, salas espaçosas, tapetes,
armários cheios de roupa…
PRONTUÁRiO
VIRTUALIDADES
Como
em todas as formas de recriação, existe no cinema um grau de
simbolismo mais ou menos acentuado, que impregna o imaginário ou se
repercute nos contornos fictícios da expressividade. Através de uma
carreira escassa, mas tão sugestiva, Jerzy Skolimowski tem
desenvolvido essa tendência perturbante e mágica: sensações
nascidas do surpreendente efeito que extrai de técnicas ou materiais
fílmicos de aparente simplicidade, aliás planeados e exibidos
meticulosamente, através de envolvimento enigmático sobre uma
realidade que, de modo obsidiante, se desprende trágica e ferida de
inevitabilidade… Da Polónia original, à carreira internacional,
Skolimowski sublima uma inerência fantástica e poética, rondando
por vezes o onírico, que vincula, visual ou alegoricamente, à
natureza da sua criatividade e testemunho - a partir de um quotidiano
cuja transparência trivial é, sistematicamente, dilacerada por
conflitos e adversidades individuais, ou dilemas de opressão e de
resgate, sob uma conjuntura - social, política, ideal, ontológica -
eminente, mas desafiada.
MEMÓRiA
18MAR1634-1693
- Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, aliás Madame de La Fayette:
Escritora francesa, autora de A
Princesa de Clèves (1678) -
«Só o ciúme me faz saber se estou apaixonada». IMAG.42
10SET1914-2005
- Robert Earl Wise, aliás Robert Wise: Realizador e produtor
americano de cinema - «Um dos elementos mais importantes para quem
faz filmes é conhecer o tema, a matéria do argumento, conhecer a
verdade e a realidade em abordagem».
IMAG.34-55-111-139-268-272-281-373-415-443
1682-12SET1764
- Jean-Philippe Rameau: Organista e compositor francês - «Dia a dia
adquiro mais gosto, mas não tenho mais génio. A imaginação está
gasta na minha velha cabeça, e não se é sábio quando se quer
trabalhar, nesta idade, em artes que são inteiramente imaginação».
IMAG.340-382-388
1750-12SET1784
- Manuel Blasco de Nebra: Compositor e organista espanhol, de cuja
obra restam 26 sonatas e seis pastorelas rústicas para cravo e piano
forte - «A sua música aponta o caminho do futuro» (Jorge Calado).
IMAG.324
13SET1874-1951
- Arnold Franz Walter Schönberg, alias Arnold Schoenberg: Compositor
austríaco, criador do dodecafonismo - «A expressão música
atonal parece-me infeliz - é
como considerar que voar é
a arte de não cair, ou que nadar
é a arte de não se afogar… / A minha obra deveria ser julgada
pelo modo como entra
nos ouvidos e na cabeça de quem a escuta, e não como a descrevem os
olhos dos que fazem a sua leitura… / Nunca me senti capaz de
exprimir os meus sentimentos ou emoções por palavras. Não sei,
aliás, se foi por esse motivo que tive de o fazer através da música
ou da pintura». IMAG.213-270-330
13SET1924-2009
- Maurice-Alexis Jarre, aliás Maurice Jarre: Compositor francês -
«Os compositores de cinema ficam, frequentemente, à sombra dos
realizadores e dos intérpretes; porém, a sua música para filmes
faz parte inesquecível da história de sétima arte» (Dieter
Kosslick). IMAG.243-320
1905-14SET1964
- Vasily Semyonovich Grossman, aliás Vassili Grossman: Escritor e
jornalista soviético - «Aquilo que é humano no homem vai ao
encontro do seu destino, e em cada época o destino é peculiar, é
distinto do que foi para a época precedente» (A
Madona Sistina). IMAG.408
15SET1254-29JAN1324
- Marco Polo: Mercador e explorador veneziano - «…Como
águias muito grandes. Contam que são tão fortes que levantam ao ar
um elefante, deixando-o cair de tão alto que rebenta, quando chega
ao solo... Os habitantes da ilha chamam-lhes ruth
e não lhes dão outro nome» (Milione
- As Viagens de Marco
Polo). IMAG.73-105-140

CALENDÁRiO
13SET-24NOV2013
- No Centro Cultural de Cascais, Fundação D. Luís I expõe Manta
- Retrato(s) de Família.
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ANUÁRiO
4
aC-65 - Lucius Annaeus Seneca, aliás Séneca: Advogado e escritor
romano - «Quanto da tua existência não foi logrado pelo
sofrimento, sem necessidade, por tolos contentamentos, paixões
ávidas, conversas inúteis, e quão pouco te restou do que era teu?
Não há ninguém que queira dividir a sua riqueza, mas a vida
distribui-se entre muitos! Alguns são rigorosos na preservação do
seu património, mas desperdiçam tempo, a única coisa que
justificaria a avareza». IMAG.115-321
GALERiA
Três
Mantas e Uma Carneiro de Moura
Uma
família de artistas plásticos – Abel Manta (Gouveia, 1888-Lisboa,
1982) João Abel Manta (Lisboa, 1928), Isabel Manta (Lisboa, 1952) e
Clementina Carneiro de Moura (Lisboa, 1898-Lisboa, 1992) – está
reunida
em exposição, um evento cuja singularidade advém da amostragem em
simultâneo dos trabalhos de três gerações de Mantas.

João
Abel Manta: arquitecto e urbanista desde 1951, assinou vários
projectos de integração das artes plásticas na arquitectura em
inúmeros edifícios e espaços públicos: painéis murais, azulejos,
tapeçarias, pavimentos. Como artista gráfico, dedicou-se à
ilustração de livros, cartazes, design gráfico, filatelia,
numismática, cartoon.
Colaborou como director artístico numa dúzia de peças teatrais
montadas em Portugal.
Isabel
Manta: licenciada em arquitectura pela Escola Superior de Belas-Artes
de Lisboa, em 1976; mestrado em História da Arte, Universidade
Lusíada, Lisboa, 1996 a 2000; docência no Ensino Secundário.
Clementina
Carneiro de Moura: curso de pintura pela Escola de Belas-Artes de
Lisboa, 1920, onde foi colega de Sarah Afonso e aluna de Columbano
Bordalo Pinheiro.
VISTORiA
Faz
o Gran-Khan cunhar moedas da seguinte forma: pegam na casca das
árvores, geralmente das amoreiras e fazem uma pasta, como a do
papiro, de cor muito escura, quase preta. Estes papéis ou tiras são
cortados de vários tamanhos; aos mais pequenos, dá-se o valor de
metade de um soldo; outros, maiores, valem um soldo, outros, meio
ducado de Veneza. Todos estes papéis e cartões têm o selo do
Gran-Khan. Ninguém pode rejeitar esta moeda, sob pena de ser
condenado à morte.
Milione
-
As Viagens de Marco Pólo (excerto)
Marco
Polo descreve uma ponte, pedra por pedra.
– Mas
qual é a pedra que sustenta a ponte? – pergunta Kublai Khan.
– A
ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra – responde Marco
–, mas pela curva do arco que estas formam.
Kublai
Khan permanece em silêncio, reflectindo. Depois acrescenta:
– Por
que falar em pedras? Só o arco me interessa.
Polo
responde:
– Sem
pedras, o arco não existe.
Italo
Calvino
-
As Cidades Invisíveis
(1972, excerto)

Vassili
Grossman
-
Um Escritor Na Guerra
(excerto)
BREVIÁRiO
Dom
Quixote edita A Princesa de
Clèves de Madame de La
Fayette (1634-1693); tradução de Pedro Tamen.
Harmonia
Mundi edita em CD, Johannes Brahms
[1833-1897]: Quintetos, Op. 34
e 115 por Tokyo String
Quartet, com o pianista Jon Nakamatsu e o clarinetista Jon Manasse.
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A
Esfera dos Livros edita Segredos
da Maçonaria Portuguesa de
António José Vilela.
Artificial
Eye edita em DVD e em Blu-ray, Adolescente
Perversa / Deep End (1970) de
Jerzy Skolimowski; com Jane Asher e John Moulder Brown.
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